Um pedaço de âmbar – como aquela que John Hammond usa para extrair sangue de dinossauros de um mosquito em "Jurassic Park" – foi encontrado contendo um outro tipo de fluido corporal. Em um artigo publicado na Proceedings of the Royal Society, pesquisadores revelam ter descoberto a amostra de esperma animal mais antiga já registrada.
Os espermatozoides em questão, com mais de 100 milhões de anos, pertencem à uma espécie de crustáceo chamado ostracoda – um camarãozinho de 0,6 milímetros que existe até hoje. O âmbar, que é a seiva de uma árvore fossilizada, capturou 39 ostracodos, entre machos e fêmeas, do período Cretáceo.
Uma grande vantagem da preservação em âmbar é que conservou os tecidos moles dos crustáceos, inclusive seus órgãos sexuais. E no caso particular dos ostracodos, seus espermatozoides são bem grandes - várias vezes maior do que o espermatozoide humano – apesar do seu tamanho milimétrico.




