ESCANOMETRIA DOS MEMBROS INFERIORES - SAIBA MAIS SOBRE O EXAME


Saiba mais sobre o Exame de Escanometria


Escanometria dos membros inferiores: Um artigo desenvolvido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia - CBR em 2015, discute a utilização, detalhes, método e precisão dos resultados do exame radiológico.

Escanometria MMII

Veja abaixo alguns trechos do Artigo Científico sobre Escanometria


Resumo:
A escanometria pelo "método de Farill" é exame rotineiro na maioria dos serviços radiológicos. Ela permanece, há mais de meio século, como um método amplamente utilizado para diagnóstico da diferença entre os membros inferiores e seu respectivo tratamento pelos especialistas de diversas áreas. Contudo, detalhes na técnica do exame e na avaliação das medidas costumam ser ignorados ou negligenciados, comprometendo o resultado final. Este trabalho tem por objetivo divulgar os detalhes preconizados pelo autor, restaurando a precisão do método, bem como discuti-lo em relação aos demais métodos.




INTRODUÇÃO

A maneira mais precisa de se avaliar a diferença entre os membros inferiores é por exames de imagem(1). O primeiro método de escanografia foi descrito por Merrill em 1942(2). Em 1953, o Dr. Juan Farill descreveu uma técnica prática para medir diferenças entre os comprimentos dos membros inferiores(3). O princípio em que este método se baseia é muito simples: na medida da diferença entre duas distâncias, a eliminação de iguais segmentos de cada uma não altera o resultado final. Sendo um método de fácil execução e que não exige nenhum equipamento específico, é realizado diariamente em qualquer serviço de radiologia geral. Porém, poucos especialistas tiveram a oportunidade de ler o artigo original do Dr. Juan Farill, e quase sempre aprenderam o método com alguém que também não o leu. Conseqüentemente, a forma de medir não é padronizada e resultados incorretos são obtidos, comprometendo o tratamento dos pacientes, o qual varia conforme o tipo e o grau da deformidade constatada(4). Este método, como os demais, tem limitações e está contra-indicado em alguns casos.

O objetivo deste trabalho é restaurar e divulgar a técnica de aferição preconizada pelo autor, bem como comparar sua eficiência com os demais métodos (escanografia com régua milimetrada, radiografia panorâmica e tomografia computadorizada).


ESCANOGRAFIA (TÉCNICA)


O exame é realizado em duas etapas. Na primeira, com o paciente deitado em posição supina na mesa Potter-Bucky, coloca-se um pé junto ao outro, e seus maiores eixos formando um ângulo de aproximadamente 90° com a mesa (Figura 1); alinha-se o feixe central longitudinal do colimador, de maneira que ele passe exatamente entre os tornozelos e na sínfise púbica do indivíduo (Figura 2). O paciente deve permanecer imóvel até o término do exame. Utilizando-se duas placas de chumbo, divide-se o filme em três segmentos, que são radiografados separadamente: no primeiro, realiza-se a radiografia dos quadris; no segundo, a dos joelhos; e no terceiro, a dos tornozelos. O numerador, posicionado à direita do paciente, indica o lado. Entre as radiografias, apenas a gaveta pode ser movida. Em nenhuma hipótese o chassis pode ser removido da gaveta até o término das três exposições.

Escanometria dos membros inferiores

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Numa segunda etapa, procede-se ao exame para medir a altura dos pés. Com estes rodados internamente 30° sobre uma plataforma de madeira cuja face posterior é revestida por chumbo, posiciona-se o chassis imediatamente atrás dos pés e realiza-se uma radiografia em ântero-posterior dos tornozelos. Esta posição determina uma dissociação dos maléolos, permitindo total visualização dos tálus. Para uma adequada imagem, as plantas dos pés devem estar totalmente apoiadas sobre a plataforma (Figura 3). Caso isso não seja possível, devido a alguma deformidade, por exemplo, deve-se proceder a uma inclinação para frente ou para trás, conforme necessário, até que um adequado acoplamento seja obtido (Figura 4).


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Esta segunda etapa geralmente é omitida, por desconhecimento ou porque, na maioria das vezes, inexistem diferenças significativas entre as alturas dos pés. No entanto, existem situações em que isto pode acontecer (lesões congênitas, seqüelas de poliomielite, destruições osteocartilaginosas decorrentes de processos inflamatórios ou cirúrgicos, etc.).

Contra-indicações do método


A mais importante é a impossibilidade de manter amplo contato de todas as partes dos membros inferiores com a mesa, pois posições fletidas distorcem a imagem óssea nas radiografias. Tal ocorre com o uso de fixadores externos(5), nas deformidades dos fêmures e das tíbias no plano sagital ou ainda nas contraturas com flexão do quadril ou do joelho.

Acentuadas deformidades em valgo, varo ou equino impedem avaliações seguras das diferenças entre as alturas dos pés.



ESCANOMETRIA (MEDIDAS)


A primeira medida é feita na escanografia, entre o ponto mais alto da cabeça femoral e a projeção do centro da incisura intercondiliana, em uma linha que tangencia os côndilos femorais (Figura 5a). Procedimento idêntico é feito no membro contralateral (Figura 5a'); a diferença entre estas duas medidas representa o encurtamento femoral.



A segunda medida é a distância do mesmo ponto da linha entre os côndilos femorais, até o ponto mais baixo da superfície articular da tíbia, no tornozelo (Figura 5b). Repete-se esta medida no osso contralateral (Figura 5b'); a diferença entre estas duas medidas representa o encurtamento tibial.

A terceira medida é feita diretamente do ponto mais alto da cabeça femoral até o ponto mais baixo da superfície articular da tíbia (Figura 5c). Isto é repetido no membro oposto (Figura 5c'); a diferença entre estas duas medidas foi chamada, por Farill, de encurtamento funcional.

Finalmente, a quarta medida refere-se à altura do pé. Ela é feita do ponto mais baixo do tálus, na superfície articular tibiotársica, até a linha proporcionada pela lâmina de chumbo na face posterior da bancada de madeira (Figura 6d); repete-se esta aferição no pé contralateral (Figura 6d'). A diferença entre estas duas medidas equivale ao encurtamento do pé.



Veja o Artigo Completo no link abaixo!
http://rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=1138&idioma=Portugues


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